A ativista brasileira Ester Sanches Naek, que vive em Tolland, Connecticut, recebeu uma carta oficial da Casa Branca assinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em resposta a uma manifestação feita por ela sobre a política de imigração do país.
Datada de 29 de setembro de 2026, a correspondência é endereçada diretamente a Ester e começa com um agradecimento por ela ter dedicado tempo para expressar suas opiniões sobre o tema.
“Obrigado por dedicar seu tempo a expressar suas opiniões sobre a política de imigração”, afirma Trump no início da carta.
Na sequência, o presidente apresenta os princípios que, segundo ele, orientam a política migratória de seu governo. Trump afirma considerar entre seus principais deveres a proteção dos cidadãos americanos, a defesa dos trabalhadores e a manutenção da lei e da ordem nas comunidades.
A maior parte da correspondência é dedicada à defesa do endurecimento da fiscalização migratória e dos investimentos realizados pelo governo federal em segurança de fronteira, detenções e deportações.
Trump destaca expansão do ICE
Na carta enviada à brasileira, Trump cita a legislação conhecida como “One Big Beautiful Bill” e afirma que seu governo está implementando o que classifica como uma das mais rigorosas reformas migratórias da história moderna dos Estados Unidos.
O presidente destaca o aumento dos recursos destinados ao Departamento de Segurança Interna (DHS) e ao Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE), além da ampliação do efetivo responsável pela fiscalização das fronteiras.
A legislação sancionada por Trump prevê bilhões de dólares para a estrutura de fiscalização migratória, incluindo recursos para ampliar a capacidade de detenção, contratar milhares de novos funcionários para o ICE e reforçar a Patrulha de Fronteira.
Na correspondência, Trump afirma ainda que os recursos permitirão às autoridades prender pessoas em situação migratória irregular envolvidas em crimes, combater organizações ligadas ao tráfico de drogas e de pessoas e ampliar as deportações.
A Casa Branca tem afirmado que os recursos aprovados pelo Congresso são suficientes para financiar uma estrutura destinada a realizar pelo menos um milhão de remoções por ano. Essa é uma meta de financiamento e capacidade defendida pela administração; o número efetivamente alcançado depende da execução das operações e dos processos migratórios.
Muro e segurança na fronteira
Outro ponto destacado na carta é a construção de novas barreiras na fronteira.
Trump afirma que a legislação autoriza a construção de centenas de milhas de estruturas de segurança e oferece aos agentes federais mais recursos para executar a política migratória de sua administração.
O presidente também relaciona o controle da imigração à economia americana.
Segundo Trump, a redução da imigração irregular ajuda a proteger empregos, aumentar salários e garantir que recursos e benefícios públicos sejam destinados prioritariamente aos cidadãos americanos.
Essas afirmações representam a posição apresentada pelo presidente e por sua administração para justificar a política migratória adotada pelo governo.
“Continuarei lutando”
Na parte final da correspondência, Trump afirma que continuará defendendo uma política de fronteiras mais rígida. “Como Presidente, continuarei lutando para garantir que nossa gloriosa soberania americana seja plenamente restabelecida e que os Estados Unidos tenham as fronteiras mais seguras e protegidas de qualquer país do mundo”, diz a carta.
O presidente encerra agradecendo novamente à brasileira pelo contato com a Casa Branca. “Mais uma vez, obrigado por escrever. Que Deus a abençoe e que Ele continue abençoando os Estados Unidos da América”, afirma.
A correspondência é finalizada com a assinatura de Donald J. Trump.
Brasileira vive em Connecticut
Ester Naek é brasileira e vive em Connecticut, onde participa de discussões e mobilizações relacionadas a temas de interesse da comunidade.
O recebimento da correspondência mostra que a manifestação encaminhada por Ester sobre a política migratória chegou ao sistema de comunicações da Presidência e recebeu uma resposta formal da Casa Branca.
A carta também surge em um momento em que imigração continua sendo um dos principais temas políticos dos Estados Unidos, com o governo Trump ampliando recursos e operações do ICE e da Patrulha de Fronteira, enquanto organizações de defesa dos imigrantes, autoridades estaduais e grupos comunitários questionam diferentes aspectos dessas políticas.




