O influenciador digital Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, viralizou nas redes sociais em agosto de 2025 ao publicar um vídeo intitulado “Adultização”, no qual denuncia a exposição precoce de crianças e adolescentes a comportamentos e responsabilidades próprios do mundo adulto.
A prática, conhecida como “adultização”, tem sido apontada por especialistas como prejudicial ao desenvolvimento físico e psicológico dos menores.
No vídeo, Felca citou o influenciador Hytalo Santos como exemplo de conteúdo que, segundo ele, sexualiza crianças e adolescentes. Após a repercussão, a conta de Santos no Instagram foi desativada, e ele já vinha sendo investigado pelo Ministério Público da Paraíba desde 2024 por suspeita de exploração sexual de menores.
A denúncia gerou repercussão entre autoridades, sociedade civil e parlamenta-res. A Assembleia Legislativa da Paraíba a-provou o Projeto de Lei 4.764/2025, popular-mente chamado de “Lei Felca”, que proíbe práticas que incentivem a exposição sexuali-zada ou a adoção de comportamentos adultos por crianças menores de 12 anos, tornando-se a primeira legislação estadual brasileira a tratar do tema.
Além disso, a Justiça da Paraíba iniciou investigações para apurar possíveis falhas no dever de proteção por parte dos responsáveis legais das crianças envolvidas. No âmbito federal, 70 senadores apresentaram pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a exploração infantil nas redes sociais, com foco no papel de influenciadores e plataformas digitais.
A iniciativa de Felca despertou apoio de personalidades públicas e especialistas em infância, ao mesmo tempo em que acendeu o debate sobre a responsabilidade das redes sociais e dos pais na proteção de menores em ambientes digitais.
O caso continua sob acompanhamento da sociedade, do Poder Judiciário e do Legislativo, reforçando a discussão sobre a proteção infantil no Brasil.
Denúncia de influenciador digital sobre “adultização” de menores ganha repercussão nacional





