A brasileira Fabíola Costa, de 32 anos, completou um mês internada no Hospital Ana Nery, em Juiz de Fora, após retornar ao Brasil em 20 de outubro em um voo particular custeado por uma mobilização solidária. Segundo a unidade de saúde, o quadro permanece estável, porém ainda não há previsão de alta. Fabíola segue em estado vegetativo desde setembro de 2024.
Fabíola vivia em Orlando, onde trabalhava como manicure, e sofreu um mal súbito no dia 20 de setembro de 2024, quando estava em casa com os filhos. Sem histórico de doenças, ela passou por três paradas cardíacas, teve uma perfuração pulmonar durante a reanimação e sofreu uma lesão cerebral grave, que a deixou inconsciente. Até hoje, a família afirma que não há diagnóstico conclusivo para o colapso súbito.
Desde o desembarque no Aeroporto Regional da Zona da Mata, em Goianá, Fabíola segue internada no Hospital Ana Nery. A expectativa inicial da família era de que ela fosse atendida pelo SUS e transferida para uma unidade especializada em reabilitação no Rio de Janeiro, mas isso ainda não ocorreu.
O marido dela, Ubiratan Rodrigues, permanece nos Estados Unidos com os três filhos do casal, já que a filha mais nova, de 5 anos — nascida em solo norte-americano — ainda não tem passaporte brasileiro, o que impede a viagem. Ele também organiza a mudança e a devolução do imóvel para poder retornar ao Brasil quando for possível.
Um ano de espera para conseguir voltar ao Brasil
A volta de Fabíola só foi possível após uma grande mobilização. Inicialmente, Ubiratan planejava atravessar 11 países em um motorhome adaptado, em uma viagem de 50 dias passando por regiões perigosas da América Central. O trajeto de quase 7 mil km seria a única alternativa possível, já que os custos de um transporte aéreo especializado ultrapassavam a capacidade da família.
Campanhas de arrecadação foram organizadas para ajudar no retorno e no tratamento. Com o apoio recebido, um avião particular foi disponibilizado gratuitamente, permitindo que Fabíola fosse transportada com segurança. A viagem durou cerca de 9 horas, acompanhada pela mãe dela. O dinheiro arrecadado será agora destinado integralmente à reabilitação da brasileira.
Cronologia do caso Fabíola Costa
De Juiz de Fora aos EUA
2019: A família se muda para os Estados Unidos em busca de melhores oportunidades.
Inicialmente viveram em Newark (Nova Jersey) e depois se mudaram para Orlando, onde nasceu a filha caçula.
Fabíola trabalhava como manicure, enquanto Ubiratan atuava como caminhoneiro.
O mal súbito – setembro de 2024
Em 20 de setembro de 2024, Fabíola sofre um mal súbito em casa e é socorrida pelos filhos e enteado.
Passa por três paradas cardíacas e sofre perfuração pulmonar durante a reanimação.
A lesão cerebral grave a deixa em estado vegetativo.
Até hoje, a causa não foi determinada.
Setembro de 2024 a abril de 2025 – internação nos EUA
Fabíola permanece internada por 7 meses, com cobertura parcial do seguro de saúde.
Apesar de estabilizada, não recupera a consciência.
Recebe alta em abril de 2025.
Tratamento domiciliar em Orlando
O quarto da casa foi adaptado para atendimento.
Ubiratan assumiu sozinho todos os cuidados: banho, alimentação por sonda, medicamentos, fisioterapia, fonoaudiologia e higiene.
Amigos fisioterapeutas e uma enfermeira ofereciam apoio eventual.
Os custos ultrapassaram R$ 500 mil, já que itens básicos não tinham cobertura: fraldas, curativos, fisioterapia regular e nutrição por sonda.
A volta ao Brasil
Em outubro de 2025, diante dos altos gastos e da necessidade de tratamento especializado, Ubiratan anunciou que tentaria voltar ao Brasil por terra em um motorhome.
Antes da partida, recebeu uma oferta solidária de transporte aéreo.
Em 20 de outubro de 2025, Fabíola desembarca em Juiz de Fora e é internada no Hospital Ana Nery, onde permanece até hoje.





