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Vereador de Bridgeport (CT) é preso pela quarta vez por suspeita de fraude eleitoral

 

O vereador de Bridgeport (Connecticut), Alfredo Castillo, foi preso pela quarta vez sob acusação de posse ilegal da cédula de votação ausente de uma mulher no pleito municipal mais recente. A detenção ocorreu após Castillo se apresentar voluntariamente ao Troop G, em Bridgeport, acompanhado de seu advogado, Frank Riccio. Ele foi preso no dia 19 e liberado mediante promessa de comparecer ao tribunal na sexta-feira, dia 21.

Castillo se declarou inocente e a nova acusação deve ser incorporada aos mais de 30 processos criminais que o vereador já enfrenta por suposto abuso do sistema de voto ausente do estado. As denúncias anteriores estão relacionadas às eleições primárias democratas de 2019 e 2023 na cidade.

O mandado de prisão mais recente aponta que Castillo teria visitado a residência de Angela King, na East Washington Avenue, instruído a eleitora sobre em quem votar e levado consigo a cédula preenchida. King relatou aos investigadores que um “homem espanhol” apareceu em sua porta dizendo que estava “fazendo o negócio da votação”, anotou seus dados e afirmou que ela receberia uma cédula pelo correio. Quando o documento chegou, ele teria retornado, ajudado no preenchimento e levado o envelope selado, garantindo que faria o envio. A cédula foi posteriormente registrada como recebida pelo cartório municipal.

Ao ser apresentada a foto de Castillo, King o identificou “com 100% de certeza” como o homem que recolheu sua cédula. O mandado também cita imagens de vídeo que mostram o vereador no prédio Harborview Towers, batendo na porta da eleitora em meados de outubro.

Os investigadores também receberam relato semelhante de Anne Rodriguez, moradora no mesmo endereço. Ela contou que um homem “fortinho” perguntou se ela havia recebido algo pelo correio e orientou seu voto ao ver a cédula de votação ausente. Contudo, Rodriguez não conseguiu identificar Castillo em um conjunto de fotos apresentado pelos agentes, apontando, em vez disso, a imagem de um homem falecido em 2020.

O caso foi encaminhado ao gabinete da Procuradoria-Geral do Estado pela Comissão de Execução das Leis Eleitorais (SEEC), que já remeteu denúncias envolvendo 11 pessoas por suposta fraude nas eleições de 2019 e 2023. Apenas um dos réus, Josephine Edmonds, já foi condenado — ela se declarou culpada e recebeu pena suspensa de três anos, com igual período de liberdade condicional. Os demais casos seguem pendentes.

Castillo, assim como outros acusados, incluindo Wanda Geter-Pataky, deverá comparecer ao tribunal em 11 de dezembro. De acordo com Riccio, a promotoria tem iniciado negociações com réus, oferecendo acordos a alguns deles. No entanto, segundo o advogado, aqueles considerados “de alto escalão”, como Geter-Pataky e Castillo, provavelmente não receberão propostas de acordo.

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