A polícia de Bridgeport (Connecticut) confirmou que a brasileira Jéssica Matias de Sousa, que residia na cidade e que trabalhava no salão de beleza 210, em Stratford, deixou os Estados Unidos e retornou ao Brasil. Segundo as autoridades, ela estaria atualmente vivendo em Governador Valadares, Minas Gerais.na casa de sua mãe.
De acordo com informações repassadas pela polícia, Jéssica deixou o país sem quitar dívidas com várias pessoas, pegou o dinheiro dos consócios mesmo sabendo que ela ia embora.
Entre os débitos apontados está um valor devido à Grameen America, uma organização sem fins lucrativos de microfinanças que atua nos Estados Unidos, inspirada no modelo criado por Muhammad Yunus (Prêmio Nobel da Paz). A organização oferece microcrédito e educação financeira para empreendedores de baixa renda, principalmente: mulheres, imigrantes, pessoas sem acesso a bancos tradicionais e pequenos negócios informais ou em fase inicial.
As autoridades informaram ainda que o nome de Jéssica foi inserido em sistemas de alerta imigratório nos aeroportos dos Estados Unidos, o que a impede de retornar legalmente ao país. Segundo a polícia, a medida foi adotada após a constatação de que ela deixou o território norte-americano sem resolver pendências legais e financeiras.
Além das dívidas, Jessica também responde por um caso criminal de injúria, no qual teria apresentado informações falsas para incriminar um homem, também brasileiro. Conforme apurado, a falsa acusação resultou na prisão injusta da vítima por cerca de oito meses, até que as inconsistências nos relatos de Jessica fossem identificadas e a verdade viesse à tona.
O jornal Brazil Now informou que havia alertado a comunidade ainda no início do caso sobre as situações envolvendo Jessica, especialmente relacionadas a dívidas e condutas questionáveis. À época, segundo o veículo, parte das pessoas envolvidas não acreditou nos alertas e acabou sendo prejudicada. O jornal reforçou que suas publicações são baseadas em informações verificadas e com respaldo das autoridades policiais.
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades norte-americanas, enquanto serve de alerta à comunidade brasileira sobre a importância de atenção redobrada em relações pessoais e comerciais, especialmente quando há indícios prévios de irregularidades.





