Mais uma operação de deportação de brasileiros dos Estados Unidos está prevista para esta quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026. Este será o quinto voo do ano com repatriados ao país. Em 2025, foram registradas 38 operações do tipo, conforme reportado pelo AEROIN ao longo do ano.
De acordo com o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS, na sigla em inglês), os voos de deportação têm como finalidade repatriar cidadãos estrangeiros que descumpriram as leis migratórias norte-americanas. Entre os principais casos estão pessoas que ingressaram ilegalmente no país, que não obtiveram autorização para permanecer, que foram condenadas por crimes ou consideradas ameaça à segurança nacional.
Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) indicam que, no voo da semana passada, 117 brasileiros foram deportados. Do total, 107 eram homens desacompanhados e sete mulheres desacompanhadas, além de três casos envolvendo pessoa procurada pela Justiça.
A faixa etária predominante foi de 40 a 49 anos, representando 30% dos atendidos. Em seguida aparecem as faixas de 30 a 39 anos (28%) e 18 a 29 anos (26%). Também foram registrados 17 deportados entre 50 e 59 anos e uma pessoa com 60 anos ou mais. A média de idade do grupo foi de 38 anos.
Assim como na operação anterior, o voo desta quarta-feira será operado pela companhia norte-americana Eastern Airlines, com uma aeronave Boeing 767-300, que tem capacidade para 242 passageiros. Segundo o sistema de voos programados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o voo EAL-8271 parte dos Estados Unidos, faz escala em Bogotá, na Colômbia, e tem chegada prevista para 19h45 no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG). Após o desembarque, a aeronave deve decolar às 21h45, no voo EAL-8272, retornando à capital colombiana.
A deportação é realizada pelo governo dos Estados Unidos. No Brasil, os repatriados contam com uma operação de acolhimento coordenada pelo MDHC, em parceria com outros órgãos federais, dentro do programa “Aqui é Brasil”.
No aeroporto de Confins, os brasileiros são recebidos por equipes de atendimento e, aqueles que desejarem, podem ser encaminhados para uma estrutura especial montada pelo governo em um hotel da região. O espaço oferece atendimento médico e psicológico, alimentação, kits de higiene, apoio psicossocial e transporte para as cidades de origem.
A ação é coordenada pelo MDHC em parceria com os ministérios das Relações Exteriores (MRE), do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), da Saúde (MS) e da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Também participam governos estaduais, Polícia Federal (PF), Defensoria Pública da União (DPU), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e organismos internacionais, como a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
Segundo o ministério, a iniciativa busca garantir assistência emergencial e acompanhamento continuado, assegurando acesso a serviços essenciais e a proteção da dignidade e dos direitos humanos dos brasileiros atendidos.
Levantamento do fotógrafo e cinegrafista aeronáutico Ricardo Morgan aponta que, em 2025, 3.371 brasileiros foram deportados pelos Estados Unidos nos 38 voos que tiveram como destino os aeroportos de Confins (MG), Fortaleza (CE) e Manaus (AM).





