Agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês), na unidade de Denver, prenderam o cidadão cubano Pedro Enrique Zayas Rodríguez, que já possuía uma ordem final de remoção do país em aberto desde 2014. A informação foi divulgada pela própria agência federal, responsável pela fiscalização migratória e execução de deportações.
De acordo com o ICE, Zayas Rodríguez tem antecedentes criminais considerados graves no sistema judicial norte-americano. Entre as condenações listadas estão posse de drogas classificadas como perigosas, roubo com intenção de matar e agressão em segundo grau contra um agente das forças de segurança. As autoridades não detalharam, até o momento, em quais estados ocorreram os crimes nem as datas das condenações.
Segundo o comunicado oficial, a ordem de deportação foi determinada por um juiz de imigração há mais de uma década, após a conclusão de processo migratório. Mesmo assim, o indivíduo teria permanecido em território norte-americano, condição que o coloca como prioridade para ações de captura e remoção por parte da imigração federal.
Após a prisão recente, Zayas Rodríguez foi colocado sob custódia do ICE, onde permanecerá enquanto são conduzidos os trâmites administrativos e diplomáticos necessários para sua repatriação a Cuba. Casos desse tipo podem envolver procedimentos consulares, emissão de documentos de viagem e coordenação logística entre os dois países.
As autoridades também não informaram a data prevista para a deportação nem se há recursos legais pendentes por parte da defesa. Em situações com ordem final de remoção já expedida, não é necessário novo julgamento criminal para que a expulsão do país seja executada, salvo quando surgem apelações ou impedimentos diplomáticos.
A prisão ocorre em meio à intensificação de operações migratórias em diferentes regiões dos Estados Unidos, com foco em indivíduos que possuem condenações criminais e ordens judiciais de deportação em aberto.
O ICE reforçou, em nota, que ações desse tipo têm como objetivo “priorizar a segurança pública e garantir o cumprimento das leis de imigração vigentes no país”.





