O assassinato brutal de Charlie Kirk, ativista conservador norte-americano e defensor notório da família tradicional, da Bíblia e dos valores cristãos, deveria ser um momento de reflexão para qualquer sociedade que ainda se pretenda civilizada. Deveria. Mas não foi isso que vimos nas redes sociais — especialmente entre membros e simpatizantes da esquerda brasileira, onde não faltaram piadas, sarcasmos e, pasmem, comemorações pela morte de um ser humano.
Por isso, o ativista político que divide a sua vida entre Brasil e Estados Unidos, Walter Mourisso, destacou que é preciso dizer, com todas as letras: nada — absolutamente nada — justifica o assassinato de alguém por divergência ideológica. “Charlie Kirk era, sim, um conservador. Sim, apoiava Donald Trump. Sim, defendia pautas consideradas “impopulares” pela grande mídia e pelos círculos progressistas. Mas também era um homem com convicções, que defendia a liberdade religiosa, a vida e os valores da fé cristã. Isso agora virou crime?”, indagou.
De acordo com ela, a reação de parte da esquerda expôs mais uma vez um fenômeno perigoso que cresce no Brasil: a criminalização da divergência de ideias. Para esse grupo, quem não pensa como eles é automaticamente tachado de “fascista”, “nazista”, “racista”, “homofóbico”, ou qualquer outro rótulo que sirva para desumanizar e, por tabela, justificar qualquer ataque — até mesmo a morte.
“Essa lógica é perversa. Transforma adversários em inimigos. E pior: legitima, ainda que de forma velada, o uso da violência como ferramenta política”, continuou. “Para a esquerda, se fulano é um ‘nazista’, então tudo está justificado contra ele — até mesmo um tiro”, seguiu.
Mourisso afirmou ainda que não existe causa nobre o suficiente que justifique comemorar o assassinato de alguém. “Não há ideologia que autorize a perda da nossa humanidade. E quando pessoas que se dizem ‘defensoras da democracia’ batem palmas para a execução de um conservador, estão mostrando que sua democracia é seletiva — e, portanto, falsa”, disse.
Quando a vereadora Marielle Franco foi assassinada, o país se uniu em indignação. Exigiram-se respostas, investigações, justiça. Mas o que dizer da mesma parcela da população que hoje ri da morte de Charlie Kirk? O que aconteceu com o discurso de “vidas negras importam”, “contra a violência política” ou “ninguém solta a mão de ninguém”? A resposta é simples: para muitos, só valem as vidas que servem à sua ideologia.
Essa hipocrisia é mais do que política — é moralmente podre. Revela o verdadeiro espírito autoritário de quem só tolera a liberdade quando ela serve à sua própria visão de mundo. Um conservador assassinado? “Menos um.” Um pastor calado à força? “Bem feito.” Um pai de família sendo censurado? “É fascista, mereceu.”
Se isso não é fanatismo, o que seria?
Charlie Kirk pode até ter sido polêmico — como são todos aqueles que desafiam o pensamento dominante. Mas era também um ser humano, com direitos, com voz e com o mesmo valor que qualquer outro. Celebrar sua morte é abaixar o nível do debate público ao mais primitivo dos instintos: o ódio puro e simples.
E é exatamente por isso que o conservadorismo que ele defendia continua necessário. Porque em tempos em que a intolerância se veste de progressismo e a violência se disfarça de “justiça social”, é preciso gente corajosa o suficiente para lembrar que a verdade não precisa ser gritada para ser firme, e que a liberdade de expressão existe exatamente para proteger opiniões que você não gosta.
Mourisso cita, ainda, que não é sobre Trump, nem sobre a direita norte-americana. É sobre princípios. Sobre civilização. Sobre respeitar quem pensa diferente — mesmo que você discorde de tudo o que ele diz. O assassinato de Charlie Kirk não pode ser ignorado. E muito menos comemorado. Aplaudir essa morte não faz de ninguém um “militante do bem”. Faz de você cúmplice do mal.





