Uma atriz nativo-americana afirmou ter sido detida recentemente por agentes do Immigration and Customs Enforcement (ICE) em Redmond, Oregon, após os oficiais alegarem que seu documento tribal emitido no estado era “falso”. O relato, feito por ela nas redes sociais, ampliou preocupações sobre abordagens federais em comunidades indígenas em meio ao aumento das operações de imigração na região.
Segundo a atriz, ela caminhava em direção a um ponto de ônibus próximo ao Bear Creek Village quando quatro homens mascarados, usando coletes do ICE, saíram de dois SUVs sem identificação e exigiram seus documentos. Ao apresentar sua identidade emitida pelas Confederated Tribes of the Umatilla Indian Reservation, um dos agentes teria respondido: “Qualquer um pode fazer isso.”
Ela afirmou ainda que os homens se recusaram a fornecer nomes ou números de identificação, tentaram tomar seu celular quando ela tentou confirmar a autenticidade do documento com a tribo e só deixaram o local após um quinto agente, de dentro de um dos veículos, sinalizar para que se retirassem.
O caso veio à tona no mesmo período em que o ICE realizou prisões em Redmond e Issaquah. Informações internas apontam que o diretor regional da agência estabeleceu uma meta de 30 prisões diárias nos estados de Oregon, Washington e Alasca — um aumento que tem causado apreensão em diversas comunidades.
A repercussão também pressionou autoridades locais. O conselho municipal de Redmond votou pela desativação das câmeras de leitura automática de placas, citando preocupações de que a ferramenta pudesse estar sendo utilizada para operações de imigração sem supervisão adequada.
A atriz disse ainda que seu filho e seu tio passaram por situações parecidas: ambos foram detidos por agentes do ICE, que também questionaram a validade de suas identidades tribais antes de liberá-los.
As Confederated Tribes of the Umatilla Indian Reservation representam os povos Umatilla, Cayuse e Walla Walla, somando mais de 3.000 membros inscritos. Líderes indígenas reforçam que documentos tribais são reconhecidos legalmente e servem como identificação válida em todo o país, criticando o que classificam como abordagens discriminatórias e intimidadoras por parte de alguns agentes federais.





