
A juíza distrital Margaret R. Guzman agendou a sentença para 2 de outubro de 2025
Um cidadão brasileiro que residia ilegalmente em Danbury, Connecticut, se declarou culpado por conspirar para obter carteiras de motorista para solicitantes inelegíveis, principalmente imigrantes indocumentados.
Herbert Costa Guimaraes, de 41 anos, se declarou culpado de uma acusação de conspiração para produzir e possuir ilegalmente documentos de identificação com a intenção de transferi-los, uma acusação de falsificação de passaporte falsa para outra pessoa. A juíza distrital Margaret R. Guzman agendou a sentença para 2 de outubro de 2025.
De acordo com as informações, em agosto de 2020, as autoridades começaram a investigar um esquema de fraude documentária.
A partir de aproximadamente novembro de 2020 até setembro de 2024, ele e os cúmplices participaram de um esquema que visava em grande parte imigrantes indocumentados, incluindo brasileiros, que não eram elegíveis para obter uma carteira de motorista nos Estados Unidos.
Durante a operação, Guimarães ajudava os clientes a obter carteiras de motorista emitidas por Massachusetts, mesmo que morassem em outros estados e não atendessem aos critérios do estado.
Para isso, ele fornecia documentos falsos, como comprovantes de residência em Massachusetts, e instruía os clientes a mentir no DMV sobre seu endereço.
Além disso, o esquema envolvia agendamentos falsos no DMV, pagamentos em dinheiro, contatos com cúmplices dentro dos escritórios de trânsito e até o uso de intérpretes para burlar regras linguísticas.
As autoridades federais estimam que o grupo facilitou mais de 600 casos e arrecadou centenas de milhares de dólares.
Herbert se declarou culpado e poderá enfrentar até 15 anos de prisão.
Três dos cúmplices se declararam culpados e aguardam sentença, enquanto um quarto acusado segue foragido.
O caso foi investigado pelo Homeland Security Investigations (HSI), com assistência do Departamento de Veículos Motorizados de Massachusetts, da Procuradoria do Distrito de Massachusetts e da Divisão de Documentos Fraudulentos da Segurança Interna.
O promotor responsável foi o advogado assistente Michael R. Mota, da Unidade de Segurança Nacional.
A investigação também contou com apoio da Seção de Fraude da Divisão Criminal do Departamento de Justiça dos EUA, representada pelos advogados Kelsey C. Linnett e Alexander Gottfried.




