O brasileiro Antônio Gonçal-ves Teixeira, residente em Bridgeport e conhecido como “Primo”, foi absolvido mais uma vez pela Justiça americana. A decisão foi proferida no dia 14 de janeiro, durante audiência na Corte de Bridgeport, em Connecticut, encerrando uma nova acusação apresentada contra ele por uma cabeleireira da cidade de Stratford.
Segundo os autos, Antônio foi acusado de perseguição pela mesma mulher que, em 2023, havia feito uma denúncia anterior contra ele. A audiência contou com a presença do juiz responsável pelo caso, da detetive Lauren — que acompanhou as investigações — e da jornalista Mara Palmieri, que esteve no tribunal durante o julgamento.
Histórico do caso
A nova acusação ocorre a-pós um episódio anterior que levou Antônio à prisão em 30 de julho de 2023. Na ocasião, ele foi denuncia-do pela mesma cabeleireira por suposta tentativa de abuso contra a fi-lha dela. A denúncia resultou na prisão preventiva do brasileiro, que permaneceu oito meses detido na penitenciária de Bridgeport.
Durante esse período, Antônio enfrentou, segundo pessoas próximas, uma experiência marca-da por dificuldades emocionais e psicológicas, que o deixaram pro-fundamente abalado. O caso mobilizou diferentes órgãos de investigação, incluindo a polícia local e o Conselho Tutelar, responsáveis por apurar as acusações de forma detalhada.
Após meses de investigação, Antônio Gonçalves Teixeira foi declarado inocente, por falta de provas que sustentassem a acusação inicial.
Nova denúncia e absolvição
Mesmo após a absolvição, a mesma mulher voltou a procurar as autoridades, desta vez alegando estar sendo perseguida por Antônio. A defesa do brasileiro sustenta que a acusação seria infundada e estaria relacionada a um conflito financeiro, envolvendo uma dívida que, segundo Antônio, nunca foi quitada.
De acordo com informações apresentadas no tribunal, a suposta dívida teria sido usada como pretexto para justificar denúncias contra o brasileiro. O nome da acusadora não foi divulgado, pois ela segue sendo investigada pelas autoridades.
Após a análise dos fatos e dos depoimentos apresentados, o juiz decidiu absolver Antônio novamente, concluindo que não havia elementos suficientes para caracterizar o crime de perseguição.
Repercussão e próximos passos
A nova absolvição reforça o entendimento da Justiça de que as acusações não se sustentaram juridicamente. O caso levanta questionamentos sobre o impacto de denúncias infundadas na vida de imigrantes e os efeitos de longos períodos de prisão preventiva sobre a saúde mental dos acusados.
Até o momento, as autoridades não informaram se novas medidas serão tomadas em relação à denunciante. Antônio Gonçalves Teixeira, por sua vez, tenta retomar a vida após quase um ano marcado por processos judiciais, prisão e absolvições consecutivas.
O caso segue sendo acompanhado por advogados, órgãos de investigação e pela imprensa local.






Um comentário
É incrível como devedores utilizam desses subterfúgios para incriminar de todas as formas aqueles e aquelas os quais eles devem! A justiça tem que estar atenta e coibir de todas as formas essas atitudes criminosas e absolver os inocentes! Parabéns à justiça americana! Mas fica a pergunta quem vai ressarcir esse tempo de cadeia que esse homem pegou? E o prejuízo financeiro? E o abalo psicológico e a sua reputação? Essa mulher tem que ser responsabilizada, obrigada a indenizá-lo e presa, caso contrario ela vai tentar fazer outras vítimas a quem ela deve!