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EUA deportam mais 94 brasileiros

O Governo do Brasil realizou, nesta quarta-feira (18), mais uma operação de acolhimento a brasileiros deportados dos Estados Unidos. Ao todo, 94 pessoas desembarcaram por volta das 18h40 no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, onde foram recebidas por equipes preparadas para atendimento emergencial.

A operação de deportação é conduzida pelo governo norte-americano. No Brasil, a recepção e acolhida dos repatriados são coordenadas pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), em parceria com diversos órgãos federais, dentro do programa Aqui é Brasil. A iniciativa busca assegurar atendimento digno, humanizado e com garantia de direitos às pessoas que retornam ao país.

Após a recepção inicial, parte dos repatriados foi encaminhada a um hotel com estrutura preparada para atendimento emergencial. No local, receberam alimentação, kits de higiene, apoio psicossocial, acompanhamento médico e orientações logísticas para o deslocamento até suas cidades de origem.

A coordenadora da Organização Internacional para as Migrações na operação e porta-voz da ação, Marina Medeiros, destacou a importância da atuação integrada. Segundo ela, todos os repatriados tiveram acesso imediato a atendimento de saúde e acompanhamento por equipes multidisciplinares, incluindo psicólogos, com foco em garantir um retorno digno e respeitoso.

O grupo é composto por 83 homens e 11 mulheres. Entre eles, há dois indivíduos com pendências junto à Justiça brasileira. Também foram identificadas duas unidades familiares: uma mãe com uma criança de dois anos, uma mulher grávida acompanhada do marido e um idoso.

O programa Aqui é Brasil é coordenado pelo MDHC em parceria com os ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento e Assistência Social, da Saúde e da Justiça e Segurança Pública, além de órgãos como a Polícia Federal, a Defensoria Pública da União e a Agência Nacional de Transportes Terrestres, com apoio de organismos internacionais.

A iniciativa prevê assistência emergencial e acompanhamento continuado, garantindo acesso a serviços essenciais e a proteção dos direitos humanos dos repatriados. Como parte da política de transparência, o MDHC e a OIM lançaram recentemente ferramentas públicas de dados, como um painel de monitoramento e uma ficha informativa, ampliando o acesso da sociedade às informações sobre as operações.

Outro destaque é o funcionamento do Centro de Referência em Direitos Humanos para Pessoas Repatriadas e Migrantes (CREDH-RM), instalado no próprio aeroporto de Confins, que oferece atendimento interdisciplinar especializado.

 

Histórico das operações

Desde sua criação, no ano passado, o programa já realizou 45 operações, possibilitando o retorno de mais de 3,7 mil brasileiros em situação de vulnerabilidade, a maioria oriunda dos Estados Unidos.

Em 2026, as ações seguem em ritmo contínuo, com operações registradas ao longo de janeiro, fevereiro e março, reforçando o compromisso do Estado brasileiro com a recepção humanizada e a proteção de seus cidadãos durante o processo de retorno ao país.

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