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Homem é condenado a prisão por esquema de fraude a imigrantes em Connecticut

Um homem de Connecticut foi condenado nesta terça-feira (24) a 18 meses de prisão federal e dois anos de liberdade supervisionada por seu envolvimento em um esquema que fraudou clientes em processos junto ao Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS). A sentença foi anunciada pelo procurador David X. Sullivan, do Distrito de Connecticut.

Babar Khan, 46 anos, foi condenado pelo juiz federal Stefan R. Underhill, em Bridgeport, por conspiração e crimes fiscais relacionados a um esquema que enganou imigrantes em busca de status legal, benefícios ou outros serviços de imigração.

De acordo com documentos judiciais, entre 2015 e 2020, Khan e sua esposa, Khatija Khan, operaram as empresas JLLAS Corp. e EIMAAN LLC, atraindo clientes com pouca instrução, baixo conhecimento de inglês e desconhecimento dos processos legais. Muitos eram imigrantes indocumentados. Khatija se apresentava falsamente como advogada especializada em imigração. O casal preparava petições e formulários contendo informações falsas e até fabricava documentos fraudulentos, submetendo-os ao USCIS sem o conhecimento dos clientes.

Apesar dos altos valores cobrados, a maioria dos clientes não obteve nenhum benefício junto às autoridades de imigração. Segundo a acusação, para gerar mais honorários, Khatija chegou a protocolar pedidos sem mérito ou base legal. O prejuízo total das vítimas ultrapassou US$ 300 mil.

Além das fraudes de imigração, Babar Khan também deixou de declarar ao Internal Revenue Service (IRS) cerca de US$ 27,9 mil em rendimentos tributáveis em 2016, resultando em US$ 7,9 mil em impostos não pagos.

O casal foi preso em dezembro de 2019. Mesmo após a prisão, Khatija Khan continuou a enganar clientes, segundo a promotoria. Em fevereiro de 2022, Babar Khan se declarou culpado por conspiração para cometer fraude postal e por falsificação de declaração fiscal. Ele estava em liberdade sob fiança de US$ 50 mil e deverá se apresentar para cumprir a pena em 18 de março de 2026.

Khatija Khan também se declarou culpada e, em setembro de 2022, foi sentenciada a 60 meses de prisão. O juiz ainda determinou que Babar Khan pague US$ 371.743 em restituição, dos quais cerca de US$ 367,7 mil de forma solidária com sua esposa.

O caso foi investigado pelo Homeland Security Investigations (HSI) e pela Divisão de Investigação Criminal do IRS, com apoio do USCIS.

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