O médico Martin Perlin, diretor médico da empresa Fast Lab Technologies, foi preso sob acusação de participação em um esquema de fraude que pode ter causado prejuízo de até US$ 500 milhões aos cofres públicos e privados durante a pandemia de COVID-19.
Segundo promotores federais, a Fast Lab operava um site que oferecia testes gratuitos de COVID-19 para serem realizados em casa. Ao solicitar os kits, os usuários eram orientados a fornecer informações de seus planos de saúde, incluindo dados do Medicare e do Medicaid.
Contudo, as autoridades alegam que os testes não eram realizados. Mesmo assim, a empresa utilizava os dados coletados para faturar valores indevidos junto a seguradoras privadas e programas de assistência médica governamentais.
De acordo com a acusação, centenas de milhões de dólares foram pagos com base em serviços fictícios. A investigação aponta que o total fraudado pode chegar a meio bilhão de dólares. O caso está sendo conduzido por promotores federais e investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos.





