Dezenas de pais e defensores da comunidade imigrante participaram, na última quinta-feira (26), da reunião do Conselho de Educação de Newark para expressar preocupações sobre possíveis práticas discriminatórias no maior distrito escolar de Nova Jersey.
Segundo o portal Chalkbeat Newark, diversas pessoas usaram o espaço de comentários públicos para denunciar problemas relacionados à merenda escolar, racismo, bullying, desempenho dos alunos, engajamento dos pais, superlotação das salas de aula e falta de apoio a estudantes de inglês como segunda língua (ESL) e alunos com deficiência.
Representantes de duas organizações — Movimiento Cosecha e New Labor — também estiveram presentes. Durante o encontro, o conselho aprovou a extensão do contrato do superintendente Roger León.
De acordo com a New Labor, estudantes que vivem no bairro East Ward e que tradicionalmente frequentariam as escolas Ann Street, Oliver Street, Lafayette Street e South Street estão sendo transportados de ônibus para unidades escolares a até 30 minutos de distância. Essas escolas, porém, não contam com o mesmo número de professores bilíngues e de ESL, o que impacta diretamente no aprendizado de filhos de famílias imigrantes.
“Sabemos que famílias recém-chegadas ao país estão sendo informadas de que as escolas estão cheias e, por isso, seus filhos são enviados para escolas muito distantes. Isso não é bom para as crianças”, afirmou Rafael Chavez Santiago, organizador da New Labor.
“Como a primeira língua dessas famílias não é o inglês, elas acabam sendo obrigadas a aceitar a situação. Estamos aqui para dizer que isso está errado e vamos garantir que o conselho de educação nos escute”, completou Santiago.





