A Polícia Federal deflagrou, na quinta-feira (27), a Operação Rota Proibida para desarticular uma organização criminosa especializada em promover migração ilegal internacional. O esquema atuava principalmente em Rondônia, Pará e Minas Gerais, com ramificações no exterior.
Segundo as investigações, iniciadas em 2024, o grupo aliciava brasileiros interessados em entrar ilegalmente nos Estados Unidos, cobrando cerca de R$ 70 mil por pessoa. Para facilitar o deslocamento, os criminosos utilizavam agências de viagem que emitiam passagens aéreas sem previsão de retorno ao Brasil, viabilizando a chamada rota “cai-cai”, que passa por México, El Salvador e Guatemala antes da tentativa de travessia para o território americano.
Com base nas provas reunidas, a Justiça Federal expediu mandados de busca e apreensão, determinou o sequestro de bens e confiscou dispositivos eletrônicos pertencentes aos investigados. As medidas também suspenderam as atividades de empresas usadas como fachada para ocultar e dissimular valores provenientes do tráfico de pessoas.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, computadores, documentos e outros materiais que subsidiarão a próxima fase das investigações.
Até o momento, os suspeitos podem responder, de acordo com sua participação, pelos crimes de promoção de migração ilegal, organização criminosa e lavagem de capitais.





