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Após ser acusado de calote nos EUA, equipe do cantor Pablo cita problemas com vistos

O cancelamento de duas apresentações do cantor Pablo nos Estados Unidos provocou uma troca de acusações entre a produção responsável pelos eventos e a equipe do artista. A Schuina Productions afirma ter arcado antecipadamente com despesas relacionadas à turnê e acusa o cantor de “calote”. Já o escritório que administra a carreira de Pablo sustenta que os shows foram inviabilizados por problemas migratórios envolvendo integrantes considerados essenciais para as apresentações.

Os shows estavam programados para os dias 2 de outubro, em Boston, Massachusetts, e 3 de outubro, em Newark, New Jersey. As apresentações integravam a chamada Turnê EUA 2026, divulgada como uma parceria de Pablo com o cantor Eduardo Costa. A expectativa do público era grande e, segundo a divulgação dos eventos, um dos setores chegou a ter os ingressos esgotados.

A controvérsia ganhou força depois que a Schuina Productions se manifestou nas redes sociais. Em vídeo, o empresário Adilson Alves Schuina afirmou que os compromissos financeiros relacionados à contratação já haviam sido cumpridos quando recebeu a informação de que Pablo não embarcaria para os Estados Unidos.

Segundo Schuina, a comunicação teria partido de Mário Paim, apontado por ele como empresário do cantor. “Simplesmente o Mário Paim, que é um empresário do Pablo, falou que não ia embarcar”, declarou o produtor.

Após a repercussão, a M&P Produções, escritório responsável pela gestão da carreira de Pablo, divulgou sua versão. De acordo com a empresa, a equipe tinha viagem programada para quarta-feira, 30 de setembro, ao meio-dia, mas problemas relacionados à documentação migratória impediram a realização da turnê.

O escritório afirmou que profissionais considerados fundamentais para os shows tiveram os vistos negados e que os passaportes de outros integrantes somente foram disponibilizados no mesmo dia previsto para a viagem.

A M&P contestou a interpretação de que o cancelamento tenha ocorrido por decisão unilateral do artista. Segundo o comunicado, a suspensão das apresentações decorreu de “circunstâncias supervenientes e alheias à vontade do artista e de sua equipe”, relacionadas ao processo migratório.

A equipe de Pablo também lamentou o cancelamento e agradeceu ao público pela compreensão.

As versões apresentadas, portanto, divergem sobre as circunstâncias que levaram à suspensão dos shows. Enquanto a produtora norte-americana afirma ter cumprido suas obrigações e acusa o artista de não embarcar apesar dos investimentos realizados, a equipe de Pablo atribui a impossibilidade da viagem a entraves envolvendo vistos e passaportes de integrantes da equipe.

A controvérsia agora também deixa os compradores de ingressos à espera de informações sobre os procedimentos relacionados aos eventos cancelados e eventuais reembolsos.

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