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Vendedores imigrantes indocumentados retornam à Canal Street semanas após operação da ICE em NY

Apenas um mês após uma operação do Departamento de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, sigla em inglês) na Canal Street, vendedores imigrantes indocumentados voltaram a ocupar as calçadas do movimentado corredor comercial de Manhattan, reacendendo o debate sobre segurança pública, falsificação de produtos e políticas de imigração na cidade.

Na ação anterior, o ICE havia detido nove imigrantes com histórico de crimes como roubo, arrombamento, violência doméstica e outras infrações. Mesmo assim, a presença de vendedores retornou rapidamente. De acordo com relatos locais, os ambulantes continuam oferecendo abertamente produtos falsificados, muitas vezes a poucos metros de agentes da NYPD, que têm optado por não intervir — decisão que aumentou a sensação de impunidade entre os comerciantes ilegais.

No sábado, dia 22, o ICE realizou uma nova prisão no mesmo local. O detido, identificado como Abdou Tall, natural do Senegal, já acumulava diversas passagens pela polícia. Segundo um porta-voz da agência, Tall tentou fugir correndo por vários quarteirões, caiu durante a perseguição e continuou resistindo à detenção. “Nossos agentes seguiram o protocolo de treinamento e conseguiram efetuar a prisão com sucesso”, afirmou o representante, conforme divulgado pelo New York Post.

A reincidência dos vendedores ocorre em meio à crescente tensão entre o governo do presidente Donald Trump e o prefeito eleito de Nova York, Zohran Mamdani. O coordenador de políticas de fronteira, Tom Homan, declarou que o ICE pretende intensificar operações na cidade, citando o status de sanctuary city e a falta de cooperação das autoridades locais.

Mamdani, por sua vez, tem afirmado que pretende transformar Nova York na “mais forte cidade santuário do país” e prometeu, durante a campanha, retirar o ICE de todas as instalações municipais e encerrar qualquer colaboração com a agência federal.

Enquanto o embate político se intensifica, grupos de apoio a imigrantes têm distribuído panfletos com orientações para que indocumentados evitem agentes federais, além de fornecer apitos usados para alertar outros migrantes sobre operações em andamento.

A situação na Canal Street exemplifica o desafio crescente para autoridades municipais e federais: equilibrar o controle da atividade econômica ilegal, a segurança pública e o debate sobre políticas migratórias em uma das cidades com maior concentração de imigrantes do país.

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