O ex-deputado americano George Santos, filho de brasileiros e envolvido em uma série de controvérsias políticas e judiciais nos Estados Unidos, pretende solicitar acesso a um fundo bilionário criado pelo governo do presidente Donald Trump para indenizar pessoas que alegam terem sido perseguidas ou prejudicadas por administrações anteriores. A informação foi divulgada em reportagem publicada pelo jornal The Washington Post.
Segundo a publicação, o chamado “Fundo Antiarmamento” reúne aproximadamente US$ 1,8 bilhão e foi criado após um acordo envolvendo o Internal Revenue Service (IRS), órgão equivalente à Receita Federal nos Estados Unidos, e Donald Trump. O processo teve origem na divulgação não autorizada de informações fiscais do ex-presidente.
A proposta do fundo é oferecer compensações financeiras a indivíduos que afirmam terem sido alvo de ações consideradas injustas ou discriminatórias por governos anteriores.
Em declarações ao jornal, George Santos afirmou que não busca enriquecimento financeiro com o pedido. Segundo ele, o principal objetivo seria obter um reconhecimento oficial de que sofreu uma “perseguição seletiva”.
“Para mim, não é uma questão financeira. Não estou lesionado. Consigo manter minha renda”, afirmou o ex-congressista.
A movimentação ocorre meses após Trump decidir comutar a sentença de Santos. O ex-deputado cumpria pena relacionada a acusações de fraude que culminaram em sua expulsão do Congresso americano. Na época, Trump afirmou nas redes sociais que Santos teria recebido um tratamento excessivamente severo durante o processo judicial e período de prisão.
Para conseguir acesso ao fundo, os interessados precisam apresentar ações judiciais alegando discriminação injusta ou perseguição promovida por administrações anteriores. Mesmo que recebam indenizações, os beneficiários ainda deverão pagar impostos sobre os valores obtidos.
A trajetória política de George Santos foi marcada por polêmicas desde sua eleição. Nascido em Nova York e filho de brasileiros, o republicano ganhou notoriedade após diversas inconsistências e informações falsas sobre sua formação acadêmica, experiência profissional e trajetória pessoal virem à tona.
Em 2023, ele foi expulso da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos após investigações éticas. Já em agosto de 2024, Santos se declarou culpado em acusações ligadas a fraude eletrônica e roubo de identidade, aprofundando ainda mais a crise que encerrou sua carreira política no Congresso americano.




