O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, foi liberado pelas autoridades de imigração dos Estados Unidos após permanecer detido por dois dias no estado da Flórida. A soltura ocorreu nesta quinta-feira, após prisão realizada pelo Immigration and Customs Enforcement (ICE).
Em declarações publicadas nas redes sociais, Ramagem comemorou a liberação e agradeceu ao governo norte-americano, mencionando diretamente o ex-presidente Donald Trump, embora não tenha apresentado evidências de qualquer envolvimento direto do líder na decisão.
“Estou aqui para agradecer ao governo dos Estados Unidos, aos mais altos membros da administração Trump”, afirmou. Segundo ele, a liberação ocorreu sem a necessidade de pagamento de fiança, algo considerado comum em casos migratórios.
A detenção aconteceu na segunda-feira, também na Flórida, e coincidiu com movimentações políticas envolvendo aliados do ex-parlamentar. No mesmo dia, o senador brasileiro Jorge Seif teria comunicado à embaixada dos Estados Unidos, em Brasília, que Ramagem não deveria permanecer sob custódia, alegando perseguição política no Brasil.
Ramagem foi condenado em setembro no Brasil a 16 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado em 2023, envolvendo apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Antes de iniciar o cumprimento da pena, ele deixou o país.
Além da condenação, o ex-deputado teve o mandato cassado em dezembro, como consequência direta do processo judicial. Atualmente, ele também aguarda análise de um pedido de asilo político nos Estados Unidos, apresentado antes da recente detenção.
Até o momento, o ICE não se manifestou oficialmente sobre os motivos da liberação. O nome de Ramagem chegou a constar como detido no sistema online da agência durante o período em que esteve sob custódia.
O caso segue em aberto e pode ter novos desdobramentos tanto na esfera migratória quanto diplomática, especialmente diante do pedido de asilo ainda pendente e das implicações jurídicas no Brasil.





