Um pastor evangélico da cidade de Elizabeth (New Jersey) foi libertado após permanecer quase três semanas sob custódia do Departamento de Imigração (ICE, sigla em inglês), em um caso que gerou forte mobilização de líderes religiosos e autoridades locais.
O reverendo Yeison Cortes Vasquez deixou o centro de detenção Delaney Hall, em Newark, no último sábado, após 18 dias detido. Imagens registradas por apoiadores mostram o momento emocionante em que ele deixa a unidade e se reencontra com familiares e membros da comunidade.
Segundo a National Latino Evangelical Coalition, entidade que acompanha o caso, a prisão ocorreu no dia 20 de março, quando o pastor realizava uma entrega para a rede Walmart e foi abordado por agentes de imigração.
De acordo com o Department of Homeland Security, Cortes Vasquez entrou nos Estados Unidos em janeiro de 2016 com visto de turista, que exigia sua saída do país até julho do mesmo ano. As autoridades afirmam que ele permaneceu no território de forma irregular por quase uma década.
Após a libertação, o pastor passou a responder ao processo em liberdade, mediante pagamento de fiança e uso de monitoramento eletrônico por GPS, enquanto aguarda o andamento do processo de deportação. O governo federal afirmou que ele terá direito ao devido processo legal.
O caso ganhou repercussão política e religiosa. O deputado Rob Menendez (D-NJ) e outros críticos da política migratória do governo classificaram a detenção como um exemplo de possível excesso nas ações de deportação em massa.
Dias antes da Páscoa, líderes religiosos e autoridades realizaram manifestações em frente ao centro de detenção pedindo a libertação do pastor. Em declaração, Menendez afirmou que continuará pressionando até o fim do que chamou de “pesadelo nacional”.
A coalizão evangélica também contestou a justificativa inicial das autoridades, que alegavam ausência do pastor em uma audiência judicial. Segundo a entidade, não havia comparecimento agendado no período da detenção.
A próxima audiência do caso está marcada para o dia 16 de abril, quando a situação migratória de Cortes Vasquez deverá avançar nos tribunais.
O episódio reacende o debate sobre a política de imigração nos Estados Unidos, especialmente em relação à detenção de imigrantes sem antecedentes criminais e ao impacto dessas ações em comunidades religiosas e familiares.





